domingo, 15 de março de 2009
Vigésima primeira visita : para por em forma meu andar-andor.
Terabítia.
Entre dentinhos separados sai a palavra, risadinha, sorriso contente. Criança. Os filhos da gente, os dos outros. Catando lixo nas favelas indianas, Athos, Porthos e? (Responda e será milionário!) Cara feia, troll gigante com coceira entre os dedos do pé.
Vemos paisagens assim que fechamos os olhos, se dentro é janela aberta. Aquarelas coloridas onde olhos escancarados enxergam borrões. Vendo e não olhando criança mutilada, perseguida, oprimida-opressora dos colegas: quem pode com criança maltratada?
Tem fronteira pra se cuidar de criança? Tem fronteira para plantar violetas?
Adultos, abrimos os olhos. Hora de viciar em realidade. Precisamos tanto enxergar: e as janelas se fecham. Mais comum é virar mato sem graça, onde haveria violetas. Mais comum é ser comum. Até o inconcebível descaso. Até ignorar que é merecido viver, por simplesmente estar vivo. Até porque vida existe, mesmo que, de olhos bem abertos, nem consigamos vê-la.
(Disse Leslie para Jesse: “Feche os olhos, mas deixe a mente bem aberta”. Depois de ver Quem quer ser um milionário e, tardiamente, Ponte para Terabítia, me lembro que ainda sou capaz de fechar os olhos.)
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2 comentários:
Que bueno ter tuas aquarelas aqui de novo.
Há visitantes fiéis.
Há.
Sensibilidade em palavras profundas, desnudas de subterfugios e que levam às lagrimas...
Chega a dar um nó na garganta, tamanha beleza.
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